Exercício Físico e o Cancro

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Exercício Físico e o Cancro

O Exercício Físico tem inúmeros benefícios para a população comum, incluindo uma melhoria da composição corporal, da sensibilidade à insulina, da função cardiorrespiratória, da qualidade de sono, do bem-estar e do sentimento de auto-eficácia  (ACSM, 2016).
À muito que se sabe que a prática regular de Exercício Físico é um factor que diminui a mortalidade sendo um factor protector para o desenvolvimento de diversas doenças, incluindo para o desenvolvimento de pelo menos 13 tipos de cancro (Moore et al., 2016) e ajuda a prevenir as suas recidivas principalmente do cancro da mama, da próstata e da região cólo-rectal (Kenfield et al., 2011; Holmes et al., 2005; Meyheart et al., 2006). Está também demonstrado que intervenções no âmbito do Exercício Físico são mais eficazes na melhoria dos sintomas de fadiga relativos ao cancro do que uma intervenção farmacêutica durante e após o tratamento (Mustian et al., 2017).

O Exercício Físico tem vários benefícios tais como:
a redução da incidência do desenvolvimento de tumores (Ashcraft et al., 2016);
- a diminuição do crescimento do tumor (Ashcraft et al., 2016);
- a diminuição da origem de metástases (Ashcraft et al., 2016);
- a regulação das hormonas sexuais (Hayes et al., 2009);
- a diminuição da inflamação sistémica (Hayes et al., 2009);
- o aumento da massa muscular ou sua manutenção durante o processo de tratamento oncológico. Este é um aspecto muito importante uma vez que alguns efeitos secundários da quimioterapia se prendem com a diminuição rápida da massa muscular que pode levar a uma síndrome de fragilidade da parte do doente (Hayes et al., 2009);
- a melhoria da eficácia do tratamento do cancro devido ao aumento de circulação sanguínea e irrigação de oxigénio aos tecidos (Betof et al.,2015);
- a diminuição dos efeitos secundários do tratamento do cancro (Hayes et al., 2009) e,
- a melhoria da função das células imunitárias (Hayes et al., 2009).

O Exercício Físico tem assim um papel fundamental na prevenção da origem do cancro, durante o tratamento do mesmo e após a sobrevivência a esta doença. Sendo que o treino aeróbio é fundamental no aumento da circulação sanguínea e o treino com resistências previne a sarcopénia muscular característica desta população.

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Bibliografia

Ashcraft, K. A., Peace, R. M., Betof, A. S., Dewhirst, M. W., & Jones, L. W. (2016). Efficacy and mechanisms of aerobic exercise on cancer initiation, progression, and metastasis: a critical systematic review of in vivo preclinical data. Cancer research76(14), 4032-4050.

Betof, A. S., Lascola, C. D., Weitzel, D., Landon, C., Scarbrough, P. M., Devi, G. R.,  & Dewhirst, M. W. (2015). Modulation of murine breast tumor vascularity, hypoxia, and chemotherapeutic response by exercise. JNCI: Journal of the National Cancer Institute107(5).

Hayes, S. C., Spence, R. R., Galvão, D. A., & Newton, R. U. (2009). Australian Association for Exercise and Sport Science position stand: optimising cancer outcomes through exercise. Journal of Science and Medicine in Sport12(4), 428-434.

Holmes, M. D., Chen, W. Y., Feskanich, D., Kroenke, C. H., & Colditz, G. A. (2005). Physical activity and survival after breast cancer diagnosis. Jama293(20), 2479-2486.

Meyerhardt, J. A., Giovannucci, E. L., Holmes, M. D., Chan, A. T., Chan, J. A., Colditz, G. A., & Fuchs, C. S. (2006). Physical activity and survival after colorectal cancer diagnosis. Journal of clinical oncology24(22), 3527-3534.

Moore, S. C., Lee, I. M., Weiderpass, E., Campbell, P. T., Sampson, J. N., Kitahara, C. M., & Adami, H. O. (2016). Association of leisure-time physical activity with risk of 26 types of cancer in 1.44 million adults. JAMA internal medicine176(6), 816-825.Kenfield, S. A., Stampfer, M. J., Giovannucci, E., & Chan, J. M. (2011).

Physical activity and survival after prostate cancer diagnosis in the health professionals follow-up study. Journal of Clinical Oncology29(6), 726. 5 - Idorn, M., & thor Straten, P. (2017). Exercise and cancer: from “healthy” to “therapeutic”?. Cancer Immunology, Immunotherapy66(5), 667-671.

Moore, G., Durstine, J. L., Painter, P., & American College of Sports Medicine. (2016). ACSM's Exercise Management for Persons With Chronic Diseases and Disabilities, 4E. Human Kinetics.

Mustian, K. M., Alfano, C. M., Heckler, C., Kleckner, A. S., Kleckner, I. R., Leach, C. R., & Scarpato, J. (2017). Comparison of pharmaceutical, psychological, and exercise treatments for cancer-related fatigue: a meta-analysis. JAMA oncology3(7), 961-968.

DATA:
04-02-2019
 
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